sábado, 13 de julho de 2019

corrida 5km na orla de Olinda


Essa corrida foi especial mas ao mesmo tempo desgastante.
Acabei forçando o joelho para completar a minha meta. Eu não sabia exatamente a distância que estava fazendo, mas eu sabia que era a maior distância que eu já tinha feito na orla.

Acredito que a primeira etapa da corrida eu fiz em 15 minutos mais ou menos. Dois quilômetros, na média. Parei para marcar uma aula na outra avenida. A segunda etapa (5km) eu fiz mais ou menos em 29 minutos.

Na esteira, dava uma média de 7 minutos por quilômetro.

Mas tem um detalhe. A distância que marquei no google está em linha reta, provavelmente corri um pouco mais. O único porém de correr na orla é que muita gente vai te atrapalhar. Uma família caminhando com filhos, gente que só caminha agrupado, ciclista, cachorro, criança. Chega num ponto da orla que fica mais estreita. Mas não passei para esse lado. Acho que nunca vou passar, apesar de ter menos pessoas para atrapalhar - é um pouco esquisito.

Achei que dessa vez eu fui mais lenta, pode ter sido impressão minha, e que a corrida iria durar mais tempo. Eu calculei que fosse terminar 10 minutos antes da aula de funcional na academia. Mas na verdade cheguei quase uma hora antes da aula começar.

Eu senti muito o joelho esquerdo depois. Treinei duas vezes no dia seguinte mesmo com o joelho ruim. Mas percebi que a dor era maior quando estava parada. Consegui treinar normal com ele assim.

Quatro dias depois ainda estou sentindo um pouco, mas já estaria disposta a correr novamente.

Deu para perceber que ainda não estou preparada para participar de uma corrida de 5km. Precisaria fazer essa distância mais vezes. Não foi fácil. Mas consegui!

Total: 7km
Na corrida estava ouvindo:
1-2: Heroes [Japan Reissue], David Bowie
2-3: Angels Cry, Angra

Foram pelas músicas que calculei +/- a duração das corridas, rs.
A primeira corrida foram 3 músicas e 1/2 mais ou menos.
A segunda foram 5 músicas, algumas longas, do Angra.

quinta-feira, 27 de junho de 2019

pôr do sol de abril e lembranças que não voltam


Mais um dia de corrida. Nothing special.

Fui levar um material perto e aproveitei a oportunidade para dar uma corridinha.

Hoje foi só uma corridinha bem lenta. Acelerei o ritmo como se fossem os 100 metros rasos.
[Parece que tem um tom de humor aqui].

Fiz praticamente a mesma distância da caminhada, uns 2,9km [durou uns 20 minutos de corrida].

Só deu para ver ao horizonte apenas uma nuvem com reflexo do pôr-do-sol. O céu já estava tomado por um azul arroxeado escuro, pesado. Muito sombrio.
[humor]

Bastante diferente de quando fui resolver não-sei-o-quê na autoescola. O pôr-do-sol estava lindo. O reflexo rosa e laranja na água do mar. O azul do céu, o verde das árvores. Quando cheguei do retorno, tive de parar um pouco no dique, ouvir uma música mais calma e romântica do meu mp3 [só revelo quem pros especiais] e me conectar com as ondas do mar. É automaticamente meu modo de meditação. A lua já estava à vista, o que só fez prolongar o tempo...

São em momentos como esse que eu queria eternizar numa fotografia time-lapse.

Em um certo momento, me virei para seguir aqueles últimos raios de sol e tentei "decorar" aquela vista e fazer um teste de memória. Fiz um esboço daquele dia no meu caderno, com os diques, coqueiros, postes e enfim. Nada que eu vá compartilhar com alguém.

Aliás, isso tudo aqui não passa de registros da minha memória.

Eu tive meus devaneios e traumas. Algumas coisas eu realmente quis esquecer, mas não todas. Porém minha memória não funciona mais como antes. Talvez tenha afetado alguma parte do cérebro. Sei lá. Teorias. Mas esqueci das coisas boas também. Não tenho tantas lembranças. Não sou velha não, por isto mesmo isso me preocupa. Minha avó teve Alzheimer, morreu disso - talvez escrever me ajude a evitar.

Não que eu vá viver do passado, pelo contrário. Vivo mais pelo futuro até mais que o presente. É uma lástima viver assim, não me orgulho nem um pouco. Não queria ser assim, porém eu sou assim. Eu sei que tive uma infância memorável e se eu tivesse boa memória daria um bom livro, mas de resto não me importo. Não tenho orgulho da minha adolescência, mas foi uma fase da qual aprendi muitas coisinhas. Não me importo de apagar isso da minha memória.

Estou mesmo é ansiosa para ser uma velha de meia idade. Eu consigo me ver lá longe (nem tão longe assim). Mas eu não sei o que D'us me reserva, posso morrer antes. Não me preocupo. Portanto que aconteça algumas coisas boas antes, por mim tudo bem. Senão, ficarei com raivinha.

A questão toda é que quero ter histórias para contar quando chegar lá. Mesmo que seja só para mim, mas que eu consiga sorrir, me orgulhar, não sentir falta mas criar novas lembranças a partir de lá. Ir à frente e morrer em paz, plena.

quinta-feira, 13 de junho de 2019

a corrida no dia dos namorados


[enquanto escrevo]

Ontem (11/06/19), eu voltei a aumentar a carga nas máquinas de musculação, parte superior. E eu não sei o nome daquelas benditas, odeio musculação. Logo em seguida fui pra aula de funcional que também focava os membros superiores.

A primeira série já senti o peso de ter trabalhado os braços: montanhista, [não sei o nome, mas você fica na mesma guarda alta do montanhista e toca a mão no ombro oposto tentando não mexer muito o corpo, quadril] e a clássica prancha.

A segunda foi mais dinâmica com burpee, abdominal borboleta e flexão de braço no banco. Ainda bem que foi no banco porque se fosse no chão eu não teria condições. Meus braços estavam sem força.

Hoje seria o dia em que eu ia dar uma corridinha na esteira e ir treinar judô. Mas devido ao dia dos namorados, não teve. Então tomei a inteligente decisão de correr na orla.

Eu acho que eu fui uns 500 metros além do que eu já tinha feito antes. Não dá pra ter certeza por motivos óbvios, mas segundo a minha pesquisa do Google deu 450 metros a mais. Mas dessa vez tem algo que fez a maior diferença de outras corridas que fiz anteriormente.

Antes eu ia até um certo ponto, resolver um B.O. (então eu tinha um tempo ai de descanso e até tomava dois copos d'água) e só depois eu voltava.

Dessa vez eu não parei. Já estava bastante cansada e com muita sede...

Vou abrir um parenteses aqui porque eu não falei das minhas condições quando saí de casa pra essa corrida: quando eu já estava à caminho da orla [da minha casa para orla são 700 metros], tinha me arrependido de não ter tomado pelo menos um copo de água porque já estava sentindo sede. Quando eu cheguei lá na orla, senti uma dorzinha chata no pé da barriga. E aí comecei a fazer um exercício de respiração para circular oxigênio. Senão, não teria condições de aguentar a corrida.

Mesmo enquanto estava fazendo o exercício de respiração, comecei a aumentar o ritmo dos passos. Assim que a dor passou comecei a correr - uns 500 metros depois.

Eu não fazia ideia do quanto eu ia aguentar. Eu só queria ir um pouco além do que tinha ido antes [meu ponto de referência inicial (p/ retornar) era o habbibs]. E como eu disse antes, fui bem além. Digo assim porque não teve parada para descanso. Eu fiz 4km, mais ou menos, sem parar.

Eu já estava muito cansada antes mesmo de chegar no ponto que fui 1 semana e meia atrás. Mas estava muito decidida a ir além. Então usei o controle da respiração para poder ir mais longe. Tanta coisa passa na minha cabeça quando estou tão cansada. Porque eu tento pegar um ponto de referência que marque o ponto de retorno da corrida.

Acabei chegando no final no Flat 4 rodas e fiz a voltinha do retorno. Eu queria muito só parar quando chegasse no ponto onde iniciei - no quartel de Olinda. Em determinado momento eu pensei que não fosse conseguir. Meus tornozelos estavam doendo, respiração estava mais ofegante. Mas consegui. E fiquei muito feliz por isso. Foi uma realização pessoal.

Eu já fiz 4km várias vezes na esteira. Com muita dificuldade sim, mas foi na esteira.

Eu sempre soube, quando comecei a corrida na esteira, que correr na rua é diferente e mais cansativo. Mas não sabia na prática até experimentar.

Eu bem sei que há milhares de pessoas por aí que faz 42km e eu nem sequer cheguei aos 5km com tranquilidade. Mas só estou tentando ir além de mim mesma. SE eu chegar lá, vai ser só consequência disso.

[a trilha sonora dessa minha corrida foi em homenagem ao grande mestre]

Acho que vou fazer outro post sobre uma outra corrida que fiz em abril, mas vai ter bem menos detalhes e mais filosofia.

domingo, 26 de maio de 2019

se apaixonar pela pessoa errada


"- Por que me sinto atraído pela pessoa que sei que não é a certa?
- Eu sei a resposta. Porque você torce para estar enganado. Quando ela erra, você ignora. Quando ela acerta, ganha a sua afeição e você esquece que ela não era para você.

Eu estava saindo com alguém em Londres. Trabalhamos no mesmo jornal. Descobri que ele ficava com outra garota também, a Sarah, do Departamento de Circulação. Ele não estava apaixonado por mim como eu pensava. Estou tentando dizer que compreendo como é se sentir pequeno e insignificante como ser humano. Como isso dói em lugares que nem sabíamos existir lá dentro. E não importam seus novos cortes de cabelo, suas novas academias, nem os copos de Chardonnay que beba com as amigas, quando se deitar, continuará relembrando cada detalhe e se perguntando o que fez de errado ou por que não percebeu. E como pôde, por aquele breve momento, achar que era feliz? Às vezes até se convence de que ele vai se tocar e aparecer na sua porta. E, depois de tudo isso, seja lá o tempo que demorar, você vai para um lugar diferente e conhece gente que a faz se sentir querida novamente, e os pequenos pedaços de sua alma finalmente retornarão. E toda aquela bagunça, todos aqueles anos que você perdeu na sua vida, começarão a desaparecer."

The Holiday (2006)