domingo, 30 de agosto de 2020

"a gente vai traçando metas durante o caminho e persiste nelas" - 5 meses sem correr e aglomeração na orla

 

*Eu pesquisei a rota depois, então eu não sei em quanto tempo eu fiz essa corrida,

1,4km + 1,4km = 2,8km
29.08.20

Minha última corrida foi dia 18 de março e só agora voltei a correr - cinco meses depois.

Foi como se fosse uma primeira vez. Apesar de não estar parada nos exercícios, correr requer outras resistências. Eu estava com muita saudade de correr mas não senti à vontade por conta da pandemia. Tive de ir a reuniões e quebrar o isolamento. Obviamente tomando todos os cuidados possíveis. Então me senti mais à vontade de fazer uma atividade ao ar livre. Infelizmente escolhi um dia ruim.

Sábado não é um dos melhores dias da semana em tempos de quarentena. A orla de Olinda estava cheia de gente. Tinha policiamento no local, muita gente sem máscara (e em grupo). E sim, muita aglomeração - palavra que eu nunca tinha usado com tanta frequência.

Eu estava sem máscara. Meu único objetivo era correr e tentar me manter longe das pessoas ao redor. Mas escolhi um dia ruim. Eu sempre corro mais ou menos no mesmo horário para correr - isso porque eu amo ver a paisagem rosada e o mar azul reluzente. Me sinto extremamente bem. É uma espécie de meditação pra mim. [Acho que já falei sobre isso].

Claramente eu estava fora de forma. A maré estava alta e, de onde eu comecei, a areia molhada estava invadindo a pista de cooper. Eu estava para caminhar para o lado oposto e voltar correndo. Mas vendo a areia, decidi seguir o caminho porque por ali não tinha esse tipo de problema de areia e água invadindo a pista.

Comecei a correr assim que cheguei na praia do quartel porque tinha muita gente e com certeza muitos maconheiros. Uma bela desculpa para dar partida.

Eu não tinha esperado tempo suficiente para digerir o almoço e estava pesada, arrotei algumas vezes e já saí de casa com sede. Ou seja, além de estar fora de forma, fiz tudo errado. Também não aqueci o suficiente, apesar de já ser uma caminhada ir de casa até a orla.

Parecia um dia normal sem pandemia. O que não me importei tanto, sinceramente. Meus únicos poréns de correr na orla é o cheiro de maconha e gente que usa perfume muito forte. Eu não consigo respirar quando sinto esses cheiros - me cansa demais.

Por falar nisso, me cansei rápido. Mas é aquilo, a gente vai traçando metas durante o caminho e persiste nelas. Então, assim que cheguei lá, tive de parar. Estava sentindo dores e muito cansaço. Achei que não fosse aguentar o caminho de volta. Um pouco antes de chegar na área do quartel, pensei que se persistisse demais, eu iria acabar desmaiando ou minhas pernas iriam vacilar até eu cair. Mas diminuí a velocidade e consegui fazer o mesmo percurso da ida, na volta.

Falando em velocidade, eu fui muito mais lenta comparado às corridas anteriores. Eu tive de respeitar o tempo que fiquei parada. Não tinha como forçar. Uma coisa que aprendi é ter mais paciência.

O resultado foi esse: fiz o mesmo percurso ida e volta - 1,4km. Total de 2,8km.

Músicas durante a caminhada e corrida escutei:
Alice in Chains:
[vai abrir tudo numa nova janela]
Don't Follow
I Stay Away (Caracas, eu nunca tinha visto o clipe. Massa demais, literalmente)
Love, Hate, Love
Them Bones
Man in the Box
No Excuses
Down in a Hole

terça-feira, 4 de agosto de 2020

Sobre os contextos (GTD)



Se você ainda não conhece o método GTD, deixo minha recomendação para o conteúdo da Thaís Godinho - a musa brasileira do GTD e a leitura do livro “A Arte de Fazer Acontecer” (Getting Things Done), por David Allen.

Basicamente, nós temos muitas atividades para fazer e essas atividades têm contexto.
Por exemplo, você faz uma lista de coisas para fazer: lavar roupas, mandar um email importante para empresa, passar informações sobre a reunião para o colega de trabalho e deixar a pasta com ele, consertar o relógio do pai.

Perceba que você não poderá fazer todas essas atividades em um só lugar ou situação. Você vai lavar roupas na sua casa, você irá mandar o email se você tiver acesso ao computador, você só poderá fazer a terceira opção quando estiver no trabalho e você pode consertar o relógio quando estiver na rua ou no shopping.

Ou seja, cada atividade tem um contexto diferente.

Quando você tem acesso ao computador e estiver utilizando ele, você pode ir diretamente ao contexto “computador” e fazer todas as atividades relacionadas a esse contexto. O mesmo acontece com “trabalho”, “casa”, “rua’, “shopping” e etc.

segunda-feira, 13 de julho de 2020

Acordei com um passarinho na sala tentando achar uma saída

Saíra amarela

Já faz um tempo de quarentena.

Domingo pela manhã (umas 6h), acordei com um passarinho que entrou pela janela da casa e fui imediatamente ajudar o pássaro a sair. Eu peguei o pássaro com as minhas mãos. O pássaro escapou das minhas mãos e mais uma vez lutava para encontrar uma saída.

Consegui segurá-lo novamente. Era um passarinho lindo. Vi de perto. Era pequeno, amarelo com o rosto preto e asas azuis. Estava muito cansado, respirando ofegante, o bico aberto e vi até a língua. Alisei a cabeça e o tórax com a intenção de acalmá-lo. Ele era tão macio e delicado. Depois estendi meu braço para fora da janela com a mão aberta e ele continuou um tempo parado e senti suas patas segurando-se no meu dedo. E ele voou para baixo e depois deu o impulso e pousou na árvore à frente.

Esse momento eu não esquecerei.

Tive a sensação de que eu já tinha segurado um pássaro antes. Talvez sim. Mas aquele momento foi único. Foi mágico.

Eu pesquisei na internet para saber qual espécie era e acredito que se tratava de uma saíra amarela.

quarta-feira, 8 de julho de 2020

História das Mulheres no Motociclismo

https://womenwhoride.tumblr.com/

No começo do motociclismo - no final do século 19 e começo do século 20 quando motos eram um pouco mais que bicicletas com motor embutido - norte-americanos compravam essas máquinas para transporte, não recreação. Famílias que não tinham condições financeiras para comprar carros, podiam ter motocicletas, então não era tão incomum ver mulheres pilotando.

Mas cmo a linha de produção da Ford, o preço do carro cai para metade em 1915 e em 1927 o preço da Ford quase se iguala a uma Harley-Davidson, mais carros vendidos que motocicletas.

Desde lá, motos se tornaram escolhas para recreação, principalmente por homens. Apesar disso, pilotos mulheres pioneiras incluem Augusta e Adeline Van Buren, Theresa Wallach e Bessie Stringfield - fizeram suas marcas no motociclismo mundial.

As irmãs Van Buren estavam entre as primeiras a rodarem costa à costa, viajando em uma Indian Power Plus em 1916. Elas também foram as primeiras a rodarem em veículos motorizados até o topo do Pikes Peak, realizando esse feito no mesmo ano.

Nos anos 30 e 40, Theresa Wallach da Inglaterra se tornou a mais conhecida por corridas e por pilotar longas distâncias, além de servir como piloto de despacho para o exército britânico durante a Segunda Guerra Mundial.

A afro-americana Bessie Stringfield fez 8 viagens solo de travessia nos anos 30 e 40, montando sua motocicleta na Deep South em um momento em que era muito arriscado fazê-la.

Enquanto isso, Dot Robinson rodou e correu nos anos 30, 40 e 50. Na verdade, ela é creditada como uma porta de entrada para mulheres em competições organizadas de competição.

Após a Segunda Guerra Mundial, um número crescente de mulheres se envolveu no motociclismo. Margaret Wilson foi uma delas: registrou mais de 550.000 milhas rodadas em motos, demonstrando que mulheres são tão apaixonadas pelo esporte quanto homens.

Na era moderna, Debbie Evans é considerada uma das mulheres mais famosas de Hollywood. Ela também foi pioneira na competição de testes observados, um esporte que exige perícia em um labirinto estreito, marcado e sinuoso de um percurso. Ela competiu com sucesso em testes norte-americanos no final dos anos 70.

Estas são mulheres que fizeram contribuições significativas para o motociclismo e que ganharam lugares no Hall da Fama da AMA Motorcycle no campus da AMA em Pickerington, Ohio. Há outras mulheres que fizeram suas marcas, como a campeã mundial de velocidade terrestre Ashley Fiolek, Leslie Porterfield, campeã mundial de motocross, que pode, um dia, ganhar seus próprios lugares naquele salão sagrado.

Fiolek começou a andar de miniciclos de 50cc aos 7 anos e iniciou sua carreira de piloto em 2008. Em seus cinco anos como profissional, ela ganhou quatro Campeonatos Nacionais Femininos da AMA e duas medalhas de Ouro nos ESPN X Games. Ela também é a primeira mulher a montar uma equipe profissional de corrida de fábrica. O que torna sua história especialmente notável é que ela é profundamente surda.

Porterfield detém três recordes de velocidade terrestre e é membro do clube Bonneville de 200 milhas por hora. Ela foi nomeada a AMA Racing Rider do Ano de 2008.

Há mais mulheres no motociclismo do que nunca. Mas toda mulher, desde a primeira vez que escorregou no assento de uma motocicleta até os Fioleks e Porterfields de hoje, contribuiu para o mundo do motociclismo.

https://womenwhoride.tumblr.com/

https://www.americanmotorcyclist.com/Story/women-motorcycling-history
Fonte: AMA - American Motorcyclist Associaton

Fiz alguns cadernos com esse tema e você pode conferir no instagram @patylavirpage