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domingo, 26 de maio de 2019

se apaixonar pela pessoa errada


"- Por que me sinto atraído pela pessoa que sei que não é a certa?
- Eu sei a resposta. Porque você torce para estar enganado. Quando ela erra, você ignora. Quando ela acerta, ganha a sua afeição e você esquece que ela não era para você.

Eu estava saindo com alguém em Londres. Trabalhamos no mesmo jornal. Descobri que ele ficava com outra garota também, a Sarah, do Departamento de Circulação. Ele não estava apaixonado por mim como eu pensava. Estou tentando dizer que compreendo como é se sentir pequeno e insignificante como ser humano. Como isso dói em lugares que nem sabíamos existir lá dentro. E não importam seus novos cortes de cabelo, suas novas academias, nem os copos de Chardonnay que beba com as amigas, quando se deitar, continuará relembrando cada detalhe e se perguntando o que fez de errado ou por que não percebeu. E como pôde, por aquele breve momento, achar que era feliz? Às vezes até se convence de que ele vai se tocar e aparecer na sua porta. E, depois de tudo isso, seja lá o tempo que demorar, você vai para um lugar diferente e conhece gente que a faz se sentir querida novamente, e os pequenos pedaços de sua alma finalmente retornarão. E toda aquela bagunça, todos aqueles anos que você perdeu na sua vida, começarão a desaparecer."

The Holiday (2006)

quinta-feira, 1 de junho de 2017

uma floresta maior que o Central Park



Na Índia, o rio Brahmaputra inunda e destrói casas e fazendas. A região mais afetada é a ilha Majuli. Desde 1917, Majuli perdeu mais da metade de sua superfície devido à erosão. Cientistas disseram que em 15 ou 20 anos, a ilha iria desaparecer completamente. Mas antes disso, em 1979, um indiano chamado Jadav Payeng, começou a plantar árvores. Hoje, Majuli tem uma floresta maior que o Central Park de Nova Iorque.

Lá, tem muitos animais selvagens e Jadav teve dificuldades de proteger as suas árvores por causa de homens que estavam tentando lucrar com elas.

Para o fotógrafo premiado de natureza Jitu Kalita, a ilha é um paraíso. Em 2009 ele começou a explorar o rio Bramahputra em um bote e vislumbrou a floresta (em terra estéril) de Jadav. Jitu escreveu uma matéria em um jornal local sobre o indiano que andava plantando em Majuli. A partir dali Jadav Payeng passou a ser conhecido por toda a Índia. Recebeu o título de Homem Floresta da Índia, foi condecorado e também recebeu prêmios. E em 2014, Jadav Payeng é conhecido mundialmente por conta do documetário Forest Man.

Reflorestar pode salvar áreas de inundação e erosão. E assim, salvar vidas e gerações.

"Todas as espécies do planeta são animais, incluindo os humanos. A única diferença é que humanos usam roupas. Não há monstros na natureza, exceto os humanos. Os humanos consomem tudo até não sobrar nada. Nada está seguro dos humanos, nem mesmo tigres e elefantes".
Jadav Payeng

quinta-feira, 27 de abril de 2017

"tudo pode ser premissa para a escrita", McKee



"Em 1965, Ingmar Bergman contraiu labirintite, uma infecção viral do ouvido interno que mantém suas vítimas com tontura incessante, até mesmo dormindo. Por semanas, Bergman estava de cama, com sua cabeça em um suporte, tentando evitar a tontura olhando fixamente para um ponto que seu médico pintou no teto, mas cada olhadela fazia com que o quarto girasse como uma ventoinha. Concentrando-se no ponto, começou a imaginar duas faces misturadas. Dias depois, quando se recuperava, olhou pela janela e viu uma enfermeira e um paciente sentados comparando as mãos. Essas imagens, o relacionamento enfermeira/paciente e as faces sobrepostas, foram a gênese da obra-prima de Bergman, PERSONA - QUANDO DUAS MULHERES PECAM."

(Story - Robert McKee)

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Hashtag Sal



Hashtag Sal é a primeira webserie brasileira filmada em 4K no youtube. De produção independente realizada por Adriano Plotzki (diretor de filmes publicitários em São Paulo) e Ernani Oliveira, a série conta histórias de vida de gente que mora no mar. Plotzki transformou o Brutus, seu barco de 25 pés, em uma produtora flutuante, navegando até os entrevistados. Ele grava, edita, escreve os roteiros, precisa içar velas, traçar rotas, cozinhar, limpar e lidar com imprevistos. 
A câmera usada é a Black Magic 4K, objetivas Canon série L (24-70mm, 17-35mm e 70-200mm). Quatro programas são 2TB de arquivos e a edição é feita no Final Cut Pro X.

Fonte: Revista Filmmaker nº20




Entre todos os episódios, o que eu mais gostei foi "O que sobrou de uma viagem?", entrevista com Elio Somaschini no barco Crapun.



Trechos dos entrevistados

"Uma coisa que a vida no barco dá é uma coisa de força. Adoro tecnologia, mas com limite. Senão você acaba se perdendo nesse mundo e não vive o essencial. E muitas vezes esse conforto da tecnologia pode deixar a gente mais fraco".
Cecília Quaresma
Como disse Cecília, entrevistada do dia 4, na vida simples sobra tempo para o essencial. No barco não tem tanto espaço, então não tem como ter compulsão de compras.

"Você pode fazer as coisas acontecer se você realmente quer. Somos capazes de fazer muitas coisas. Só levante e faça. Faça acontecer".
John Lee Diamond

"O horizonte de quem está na vela é o mar. Não é uma barreira ali na frente".
Gibrail Rameck Junior

"O contentamento de ficar simplesmente contemplando as coisas, sem precisar estar usando essas coisas da natureza pra alguma coisa. Só contemplar, você aprende a ser feliz com qualquer coisa. A coisa mais importante na vida é amar".
Rubia Maria Albino

"Eu creio que velejar é transformar a física em poesia. Você usa o vento pra poder se mover pro lado que você quiser".
"Quando você chega em qualquer lugar, você tem que saber dizer, por favor, obrigado, eu vim pra aprender. Com um sorriso você abre os braços, você é bem recebido em qualquer lugar do mundo".
Elio Somaschini

Frases do Adriano Plotzki:

  • Pintar a vida um pouco mais colorida do que ela realmente é, às vezes nos ajuda a sermos mais felizes.
  • Não acho que viver é o suficiente. A minha vida precisa de sentido.
  • A solidão é um lugar para visitar, mas não para morar.
  • Na hora que todas as outras vozes param, você consegue se escutar um pouco melhor.

sábado, 24 de maio de 2014

Motivado pelo desafio, sex symbol vira protagonista de documentário


O documentário Roubamos Segredos – A História do WikiLeaks (We Steal Secrets: The Story of WikiLeaks) com duas horas e dez minutos de duração foi dirigido por Alex Gibney conta a história do hacker Julian Assange. “Roubamos segredos” veio do General Michael Hayden (ex-diretor da NSA e CIA) – uma das fontes no documentário.

Nascido em Nova York, em 1953, Alex Gibney construiu sua carreira como diretor e produtor de documentários para a televisão. Seu longa Enron: The Smartest Guys in the Room (2005) foi indicado ao Oscar de melhor documentário e o filme Táxi para a Escuridão (2007) ganhou Oscar de melhor documentário.

Em We Steal Scecrets: The Story of WikiLeaks Alex entrevista Julian Assange, um ciberativista, jornalista e escritor australiano. É o principal porta-voz do website wikileaks.com (site de denúncias e vazamento de informações) e também um dos nove membros do conselho consultivo do WikiLeaks.


Alex pergunta a Julian o que o motiva a divulgar segredos de Estado para milhões de pessoas denunciando o que as autoridades tentam esconder. Posteriormente mostra o trabalho que o grupo do WikiLeaks fez no caso dos bancos falidos da Irlanda – onde a fama de Julian Assange cresceu.

O documentário também fala de Adrian Lamo, um hacker famoso dos Estados Unidos que ficou conhecido por quebrar uma série de sistemas de alta segurança de rede de computadores. Somente após invadir o New York Times é que foi preso. Adrian Lamo prestou informações sobre Bradley Manning (analista de inteligência do exército americano) para autoridades federais. 


Traído por Adrian Lamo, seu companheiro hacker, Manning foi mantido preso (em condições de extrema prisão) por quase um ano na base militar de Quantico, na Virgínia. Lamo foi duramente criticado por isso.

A história de Manning é contada cronologicamente de acordo com a ascensão e a queda de Julian Assange. Assange se tornou um ativista dedicado ao compartilhamento de informações.

“Julian foi acusado de 29 crimes de penetrar, alterando, e destruir dados do governo. A defesa pediu ao tribunal para ser indulgente porque Assange tinha vivido uma infância difícil, continuamente passando de cidade em cidade sem relacionamentos duradouros. Sua única conexão constante com o mundo exterior era a Internet”, diz o documentário.

Surgiram alegações de agressão sexual contra duas mulheres em que Julian Assange mantinha relacionamento. Uma delas é uma agente da CIA. O documentário mostra vários ativistas que alegavam que as acusações eram falsas e que serviam para tentar calar as denúncias que Julian fazia. Uma fonte defende que, por Julian ter quatro filhos com mulheres diferentes, a intenção de suas relações sexuais era o de reproduzir. Assange ficou escondido por um tempo e depois se entregou à polícia.


Com todo o desmoronar de Assange, houve um bloqueio financeiro que mantinha o WikiLeaks ativo. Empresas de cartões de crédito pararam de efetuar transições de doações à organização. O WikiLeaks perdeu o controle da informação que continha e que pautava os grandes jornais ao redor do mundo. O fundador do órgão permanece escondido, isolado na Embaixada do Equador, em Londres.

O documentário levanta questões como a transparência e a liberdade de informação. Informações que antes apenas o governo detinha, foram publicadas e eternizadas através da internet e chocaram o mundo. O filme de Alex Gibney reflete sobre as informações consideradas secretas não deveriam ser de domínio público.

A internet não é um bom lugar para segredos

terça-feira, 25 de junho de 2013

Blade Runner no tempo e no espaço de Los Angeles


Uma pequena homenagem, já que o lançamento do filme foi há exatamente 31 anos atrás. 
Um dos filmes que marcou a minha vida no mundo do cinema.