quinta-feira, 1 de junho de 2017

uma floresta maior que o Central Park



Na Índia, o rio Brahmaputra inunda e destrói casas e fazendas. A região mais afetada é a ilha Majuli. Desde 1917, Majuli perdeu mais da metade de sua superfície devido à erosão. Cientistas disseram que em 15 ou 20 anos, a ilha iria desaparecer completamente. Mas antes disso, em 1979, um indiano chamado Jadav Payeng, começou a plantar árvores. Hoje, Majuli tem uma floresta maior que o Central Park de Nova Iorque.

Lá, tem muitos animais selvagens e Jadav teve dificuldades de proteger as suas árvores por causa de homens que estavam tentando lucrar com elas.

Para o fotógrafo premiado de natureza Jitu Kalita, a ilha é um paraíso. Em 2009 ele começou a explorar o rio Bramahputra em um bote e vislumbrou a floresta (em terra estéril) de Jadav. Jitu escreveu uma matéria em um jornal local sobre o indiano que andava plantando em Majuli. A partir dali Jadav Payeng passou a ser conhecido por toda a Índia. Recebeu o título de Homem Floresta da Índia, foi condecorado e também recebeu prêmios. E em 2014, Jadav Payeng é conhecido mundialmente por conta do documetário Forest Man.

Reflorestar pode salvar áreas de inundação e erosão. E assim, salvar vidas e gerações.

"Todas as espécies do planeta são animais, incluindo os humanos. A única diferença é que humanos usam roupas. Não há monstros na natureza, exceto os humanos. Os humanos consomem tudo até não sobrar nada. Nada está seguro dos humanos, nem mesmo tigres e elefantes".
Jadav Payeng

quinta-feira, 25 de maio de 2017

sobre o livro the leftovers de tom perrotta

"...algumas pessoas demoravam mais do que outras para se dar conta de como precisamos de poucas palavras para existir e quanta coisa na vida é possível negociar em silêncio".
pag. 108 The Leftovers - Tom Perrotta


No meu aniversário ganhei o livro The Leftovers e comecei a ler logo em seguida.

O livro já começa depois do acontecimento (várias pessoas pelo mundo inteiro simplesmente desapareceram). Depois desse episódio, muitas pessoas procuraram explicações sobre o que tinha ocorrido. Algumas pessoas acham que eles foram os escolhidos, e alguns grupos se aproveitaram da situação para criar seitas e comunidades (e com isso ganhar dinheiro e prestígio).

Um dos personagens tinha perdido um filho pequeno e começou a ganhar dinheiro fazendo palestras. Com a ascensão, ele disse ter recebido uma mensagem dizendo que precisava de noivas (meninas novas) e que uma iria ser a escolhida, ou seja, engravidar de um menino que seria o seu filho desaparecido. Resumindo, o cara era um pedófilo.

Há vários núcleos neste livro a partir de alguns personagens, principalmente uma família bem-sucedida que não sofreu nenhuma “perda” mas mesmo assim, o filho e a mãe entraram nesses grupos loucos que surgiram depois da “partida repentina”.

Enfim, algumas pessoas dessa seita são incentivadas a cometerem crimes na promessa de se tornar um “messias” apenas para abalar, “lembrar” às pessoas da região sobre o acontecido. Muito louco não? Obviamente que isso existe na vida real. Muitas pessoas se mataram na virada do milênio achando que o mundo ia acabar. Outras cometeram assassinatos em nome de um louco psicopata. Seitas malucas como a do Templo dos Povos e o doido do Charles Manson

Aconteceram esses assassinatos, mas fora isso, nada mais. O livro termina bruscamente (ao menos na minha opinião), não teve um fechamento claro.

Eu gostei da estrutura de ida e volta pelo passado e presente entre os núcleos da narrativa. Mas, como eu disse, o livro para mim não teve final, um fechamento, uma conclusão.

Depois de ter lido, achei que o livro tinha, na verdade, se baseado na série (por conta desse fim em aberto), mas a verdade é o que o livro veio antes (em 2011).

Ao menos, valeu a experiência. Não daria uma nota baixa, nem uma alta. De zero a dez, talvez cinco.

PS: a edição brasileira está com erros de revisão

quinta-feira, 27 de abril de 2017

"tudo pode ser premissa para a escrita", McKee



"Em 1965, Ingmar Bergman contraiu labirintite, uma infecção viral do ouvido interno que mantém suas vítimas com tontura incessante, até mesmo dormindo. Por semanas, Bergman estava de cama, com sua cabeça em um suporte, tentando evitar a tontura olhando fixamente para um ponto que seu médico pintou no teto, mas cada olhadela fazia com que o quarto girasse como uma ventoinha. Concentrando-se no ponto, começou a imaginar duas faces misturadas. Dias depois, quando se recuperava, olhou pela janela e viu uma enfermeira e um paciente sentados comparando as mãos. Essas imagens, o relacionamento enfermeira/paciente e as faces sobrepostas, foram a gênese da obra-prima de Bergman, PERSONA - QUANDO DUAS MULHERES PECAM."

(Story - Robert McKee)

sábado, 22 de abril de 2017

lembranças de uma viagem



Em 2015 eu fui com alguns amigos para a praia de Tamandaré.

Lembro de ter caminhado de manhãzinha pela praia alguns quilômetros. Talvez três quilômetros ou mais. Sim, eu andei muito uns 7km no total.

No caminho da pousada até onde eu fui (um cais "Antigo Cais" com um navio abandonado), fiquei decepcionada com o que vi. Muito canal desaguando no mar, muito lixo (a água passava pelo lixo e desaguava no mar) e claro, muito urubu. Inclusive isso foi o mais desagradável da minha caminhada pela praia. Os urubus sobrevoavam acima da minha cabeça tentando atacar os cachorros que passavam por mim. Foi horrível.

Uma das coisas que eu gostei muito foram as igrejas. Tinham muitas delas na praia, todas lindas e pequenas (e pareciam abandonadas). Infelizmente eu não tive a oportunidade de tirar foto delas. Não levei nada para caminhar por questão de segurança.

Quando voltei e encontrei meus amigos (alguns acordados, outros ainda na cama), relutei um pouco em entrar na água por conta do que tinha visto mais cedo.

Passamos uns três dias, ou dois, mas acho que já na primeira manhã a gente fez um passeio de lancha (a parte mais divertida da viagem) e fomos até onde tinha uma piscina de corais. Minha câmera não é à prova d'água, então não registrei nada lá também. Mas esse vídeo aqui da viagem (foi só o que pude registrar).

Fiquei bêbada duas vezes lá, é só um detalhe desastroso.
É mais ou menos o que eu lembro da viagem.
Claro que meus amigos tem detalhes sórdidos pra contar o que fiz enquanto estava bêbada, mas vamos esquecer essa parte.

Espero vir mais vezes falar sobre essas pequenas viagens. ;)